Na hora de comprar um apartamento, muita gente trava numa pergunta: financiar agora ou esperar a taxa cair? Duas mudanças recentes ajudam a responder, e uma terceira informação, sobre como as pessoas escolhem o banco, pesa mais do que as duas.
O que mudou no teto do SFH e na Selic
Em outubro de 2025, a Caixa e o governo federal elevaram o teto do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. A cota máxima financiável também subiu, para até 80% no SAC e 70% na Tabela Price. Isso importa porque imóveis dentro do teto têm acesso a juros regulados, historicamente mais baixos que os de fora dele.
Ao mesmo tempo, o Copom começou a cortar a Selic: ela caiu para 14,25% ao ano na decisão de 17 de junho de 2026, depois de 15% no início do ano. A Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) projeta que o financiamento imobiliário do país cresça cerca de 16% em 2026.
Quais taxas os bancos estão cobrando
As taxas de financiamento imobiliário ficam bem abaixo da Selic. Isso acontece porque o sistema brasileiro capta boa parte do dinheiro pela poupança (SBPE), que reage menos à Selic que outras linhas de crédito.
| Banco | Taxa a partir de |
|---|---|
| Caixa Econômica Federal | 11,19% a.a. + TR |
| Itaú | 11,60% a.a. |
| Santander | 11,69% a.a. |
Como a Caixa e os bancos privados disputam clientes, os spreads estão mais apertados e há espaço para negociar, desde que você tenha propostas para comparar.
Comparar bancos faz diferença?
Faz, e muito. A LARYA, correspondente bancário especializado em crédito imobiliário, analisou 1.041 processos de financiamento do primeiro trimestre de 2026. O resultado:
82% dos compradores compararam apenas 1 a 2 bancos antes de financiar
Segundo o estudo, quem comparou só esses bancos pagou em média 1,2 ponto percentual a mais do que quem consultou 4 ou mais, o que dá cerca de R$ 87 mil a mais em juros ao longo de 30 anos. O financiamento médio da amostra foi de R$ 480 mil, com prazo médio de 28 anos, perfil próximo ao de quem financia um apartamento como os do WE Barra.
Resumo para quem vai financiar
- Dentro do teto de R$ 2,25 milhões, o imóvel passa a ter acesso aos juros regulados do SFH, o que afeta a parcela mensal, e não só o preço do imóvel.
- A Selic em queda tende a melhorar o cenário, mas o crédito imobiliário responde devagar. Quem financia agora com uma boa taxa não perde necessariamente uma janela melhor mais tarde.
- Pedir proposta a pelo menos 3 ou 4 bancos é o que mais pesa no custo total do contrato, mais que esperar um novo corte da Selic.
Quer simular o financiamento de um apartamento no WE Barra?
O Lançamentos Rio Imóveis, parceiro da RJZ Cyrela e da Living na Barra da Tijuca, ajuda a montar a simulação.
Texto informativo sobre condições gerais de crédito imobiliário, sem caráter de recomendação financeira. Taxas, tetos e condições variam por instituição e perfil de crédito e podem mudar depois da publicação; consulte seu banco ou correspondente bancário.
Fontes: Banco Central do Brasil (decisão do Copom de 17/06/2026, Selic em 14,25% a.a.); Abecip; LARYA (correspondente bancário); Caixa Econômica Federal; reportagens Portas, Trinus e InfoMoney sobre Selic e crédito imobiliário (2026).
