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Patrimônio de Afetação: o que é e como protege quem compra na planta

Comprar um apartamento na planta significa entregar dinheiro antes de o imóvel existir. O regime de Patrimônio de Afetação existe justamente para reduzir esse risco. Entenda como ele funciona na prática.

Todo comprador de imóvel na planta enfrenta a mesma pergunta de fundo: e se algo der errado com a incorporadora antes da obra terminar? O Patrimônio de Afetação é o principal mecanismo jurídico criado para responder a essa pergunta, e vale entender como ele funciona antes de assinar qualquer contrato.

O que é o Patrimônio de Afetação

O Patrimônio de Afetação é um regime de administração que separa juridicamente o patrimônio de uma obra do patrimônio geral da incorporadora. Na prática, cada empreendimento submetido a esse regime passa a funcionar como se fosse uma empresa própria, com CNPJ próprio e conta bancária exclusiva para os recursos daquela obra específica. O dinheiro pago pelos compradores entra direto nessa conta segregada, e não se mistura com o caixa geral da incorporadora.

O mecanismo foi criado pela Lei 10.931/2004, que alterou a Lei de Incorporações, em resposta a casos de incorporadoras que usaram recursos de um empreendimento para cobrir dívidas de outros negócios, deixando obras paradas e compradores no prejuízo. A adesão ao regime é uma opção da incorporadora, e vale a pena confirmar, empreendimento por empreendimento, se ele está submetido à afetação patrimonial.

Os objetivos do regime

CNPJ próprio
cada obra afetada tem CNPJ e conta bancária exclusivos
3+3
média de membros titulares e suplentes eleitos na comissão de representantes
100%
dos recursos pagos pelos compradores vão direto para a conta da obra

A Assembleia de Patrimônio de Afetação

Durante o período de obras, é comum que a incorporadora convide os futuros moradores para um encontro chamado Assembleia de Patrimônio de Afetação. Nesse encontro, são apresentados os detalhes financeiros do regime, e é eleita uma comissão de representantes composta pelos próprios compradores do empreendimento. Qualquer cliente pode se candidatar, e, em média, são eleitos três membros titulares e três suplentes.

O que a comissão de representantes acompanha

Ou seja, além de saber exatamente onde o dinheiro está sendo investido, já que ele vai direto para a conta bancária exclusiva da obra, o comprador ainda conta com uma comissão formada pelos próprios moradores, que acompanha de perto as informações financeiras do empreendimento ao longo da construção.

E se a incorporadora tiver um problema financeiro?

Esse é o ponto central do regime: se a empresa incorporadora enfrentar dificuldades financeiras, e o empreendimento estiver submetido ao Patrimônio de Afetação, a continuidade daquela obra específica não é prejudicada. Como o patrimônio da obra está juridicamente segregado do patrimônio geral da empresa, os recursos e os direitos dos compradores permanecem protegidos, e a construção pode seguir seu curso normal, inclusive sob administração de terceiros, se necessário.

Quer entender a estrutura financeira de um lançamento específico?

Fale com um consultor para saber se o empreendimento que você está avaliando está submetido ao regime de Patrimônio de Afetação.

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Este texto tem caráter informativo e não substitui a leitura do memorial de incorporação e do contrato de cada empreendimento. A adesão ao regime de Patrimônio de Afetação deve ser confirmada diretamente com a incorporadora responsável.

Fonte: Living.